
Em comunicado,a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa reafirma a sua "firme oposição ao pacote laboral promovido pelo Governo e pelos interesses patronais,o qual representa um retrocesso nos direitos dos trabalhadores e ignora as suas legítimas reivindicações".
"Perante a tentativa de imposição unilateral de medidas que não servem os interesses de quem trabalha,consideramos fundamental intensificar a mobilização e a ação coletiva",lê-se no documento,em que a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa também apela a "uma nova greve geral,unida e determinada,capaz de derrotar este pacote laboral,'cozinhado' pelo Governo e pelos patrões e contra os trabalhadores".
Os representantes dos trabalhadores da fábrica de automóveis da Volkswagen em Palmela,no distrito de Setúbal,adiantam que vão estar na manifestação convocada para as 14:30 de sexta-feira,no Saldanha,em Lisboa,"como forma de expressar o descontentamento e de exigir políticas laborais justas,dignas e construídas com diálogo".
"Perante a continuidade e a gravidade das medidas que ameaçam os nossos direitos,torna-se cada vez mais clara a necessidade de preparar formas de luta mais consequentes",acrescenta a nota,que sublinha a necessidade de se manter a "continuação da convergência entre a CGTP,UGT,sindicatos independentes e Comissões de Trabalhadores,colocando os interesses dos trabalhadores acima de tudo".
A CGTP,central sindical que convocou a manifestação,divulgou na quarta-feira um comunicado em que acusa o Governo de violar "o direito constitucional de participação" das organizações representativas dos trabalhadores na elaboração da legislação do trabalho,e de estar a afastar "de forma sistemática" das negociações sobre as alterações à lei laboral,dizendo que não recebeu a proposta mais recente do executivo.
O anteprojeto de reforma da legislação laboral,intitulado Trabalho XXI,foi apresentado em 24 de julho de 2025 como uma revisão "profunda" da legislação laboral,contemplando mais de 100 alterações ao Código do Trabalho.